
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), preste depoimento à Polícia Federal no prazo de até 10 dias. A oitiva ocorre no âmbito de uma investigação que apura a suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão atende a uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu a necessidade de ouvir o parlamentar. A investigação foi aberta em 13 de abril por determinação de Moraes, após pedido da Polícia Federal com parecer favorável da PGR.
O caso tem origem em uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X em 3 de janeiro. Na postagem, o senador atribuiu ao presidente crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras, além de fraudes eleitorais. O conteúdo também incluía imagens que associavam Lula ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhadas da afirmação de que o chefe do Executivo brasileiro "será delatado".
Em relatório enviado ao STF, a Polícia Federal apontou que houve falsa imputação de crime ao presidente. Segundo a corporação, ao relacionar Lula a Maduro — citado como investigado por autoridades americanas por envolvimento com tráfico de drogas — o senador sugere que eventuais acusações seriam confirmadas por uma delação do líder venezuelano.
Após concluir as diligências iniciais, a PF encaminhou o caso ao Supremo. Na sequência, Moraes remeteu o material à PGR, que opinou pela realização do depoimento do senador.




