
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recebeu green card do governo dos Estados Unidos. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (20) pela Folha de São Paulo e confirmada pelo jornal O Globo.
Na prática, o green card permite que o ex-parlamentar, que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), passe a viver nos EUA por tempo indeterminado, sem necessidade de visto especial para trabalhar ou estudar.
Eduardo Bolsonaro se mudou para os Estados Unidos em março de 2025. Em dezembro do ano passado, perdeu o mandato como deputado federal por excesso de faltas na Câmara.
Relação com o governo Trump
Desde que se mudou para os Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro e seu aliado político Paulo Figueiredo têm tentado acesso à Casa Branca. No ano passado, antes de o governo de Donald Trump impor tarifas ao Brasil, Eduardo reconheceu que a possibilidade de tarifaço foi discutida em reuniões que tiveram com autoridades do governo estadunidense antes da medida ter sido anunciada por Trump.
Em julho de 2025, ao anunciar a aplicação de tarifa de 50% para produtos brasileiros, Trump citou um caça às bruxas contra contra Jair Bolsonaro, e que a maneira como o Brasil tratou o ex-presidente é "uma desgraça internacional".
Na época, Bolsonaro estava sendo julgado pela tentativa de golpe em 2022. Por tentar interferir neste processo, Eduardo virou réu no STF por coação no curso da ação, e, em 16 de junho deste ano, foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão.
Em 17 de junho, um dia após a condenação, Eduardo Bolsonaro voltou a pedir a Trump a retomada de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).
— Presidente Trump, por favor, retome a Magnitsky — disse.
Moraes já foi sancionado com base na Lei Magnitsky, no ano passado, mas Trump recuou meses depois.
Encontro na Casa Branca

Em maio deste ano, Eduardo e seu irmão, o senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, foram recebidos pelo presidente dos Estados Unidos na Casa Branca.
Em coletiva de imprensa após o encontro, Flávio disse que pediu a Trump que considerasse o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
De acordo com o g1, a reunião teria sido rápida. Flávio, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo teriam entrado no Salão Oval — escritório do presidente dos EUA — apenas para registrar a foto com Trump.
"No Salão Oval da Casa Branca com o presidente da maior potência bélica e econômica do mundo, que recebeu o senador Flávio Bolsonaro, candidato à presidência do Brasil, algo simplesmente inédito! E foi muito bom!", escreveu Eduardo Bolsonaro em um post nas redes sociais.
