
O Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília declarou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que seis armas do ex-presidente Jair Bolsonaro foram entregues à Polícia Federal. As informações são do g1.
O Exército também informou que duas das oito armas solicitadas não se encontram sob sua posse. O número de série de uma delas é o mesmo da pistola apreendida com um militar do Exército que atua na segurança do ex-presidente durante uma blitz em Brasília.
Na manhã desta segunda-feira (6), o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou um prazo de cinco dias, contados a partir de domingo (5), para que a entrega dos armamentos fosse feita à PF.
A defesa do ex-presidente informou ainda que duas das 10 armas já estariam sob posse da PF desde abril de 2023.
A defesa de Bolsonaro havia solicitado autorização para retirar as armas do Exército e levá-las à Superintendência da Polícia Federal. Moraes, no entanto, determinou que a própria Força fosse responsável pela entrega do armamento.
Arma apreendida
Policiais militares do Distrito Federal apreenderam uma pistola Glock 9 milímetros e um carregador sobressalente durante uma blitz de rotina em Taguatinga, no Distrito Federal, no dia 15 de junho.
Conduzido a uma delegacia, Estácio Leite da Silva Filho, segurança de Jair Bolsonaro, se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente.
Em depoimento à Polícia Civil, Estácio afirmou que teria sido solicitado a levar a arma a um especialista em reparos, após apresentar problemas. Segundo ele, a pistola foi retirada da residência de Bolsonaro no mesmo dia e seria devolvida no dia seguinte.
Prorrogação da domiciliar
Na última sexta-feira (3), Moraes decidiu prorrogar a prisão domiciliar de Bolsonaro após pedido feito pela defesa do mesmo alegando que suas condições de saúde justificavam a medida.
Segundo relatório médico apresentado pelos advogados, o ex-presidente precisa investigar esofagite erosiva, gastrite crônica, doença do refluxo gastroesofágico, má digestão e recorrentes crises de soluço, que teriam piorado recentemente.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe. Ele foi preso em novembro do ano passado, após tentativa de romper a tornozeleira eletrônica que usava com um ferro de solda.
Porte de arma
Além da prorrogação da prisão domiciliar, Moraes decidiu revogar o "Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do custodiado, bem como a imediata apreensão de todas as armas de fogo a ele vinculadas", incluindo a apreensão de uma pistola Glock 9 milímetros — mesmo modelo da arma apreendida durante blitz.


