
Representantes de partidos políticos no Rio Grande do Sul assinaram nesta segunda-feira (20) um documento proposto pela Justiça Eleitoral no qual se comprometem a fazer uma campanha justa.
O documento representa um compromisso das legendas em relação a temas como enfrentamento à desinformação, repúdio ao assédio eleitoral nos ambientes de trabalho, uso legal e ético da inteligência artificial (IA) nas campanhas e correta destinação dos recursos públicos de campanha às candidaturas femininas, de pessoas pretas e pardas e de povos indígenas, bem como combate à violência política em suas diversas manifestações.
No ato, do qual participaram também o Ministério Público Eleitoral e a Ordem dos Advogados do Brasil — Seccional do Rio Grande do Sul (OAB-RS), a presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), desembargadora Maria de Lourdes Braccini de Gonzalez, reforçou que essa é uma eleição com desafios inéditos ligados à tecnologia, como a IA.
— A disputa eleitoral pode e muitas vezes deve ser intensa, mas jamais desleal. As eleições de 2026 apresentam desafios inéditos. A inteligência artificial amplia extraordinariamente as possibilidades de comunicação política, mas toda a tecnologia carrega consigo uma responsabilidade proporcional ao seu poder — observou.
