
A defesa de Jair Bolsonaro se manifestou nesta quarta-feira (15) sobre a carta divulgada, em nome do ex-presidente, pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. De acordo com os advogados, Bolsonaro "jamais soube" que o conteúdo seria divulgado.
A resposta da defesa atende a um pedido feito pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que deu prazo de 48 horas para esclarecimentos. As informações são da CNN Brasil.
Carta divulgada
O texto assinado por Jair Bolsonaro foi divulgado nas redes de Flávio no sábado (11). Da sua casa em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar, o ex-presidente afirmou que "o momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças" e se "empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro".
A intitulada "Carta aos brasileiros" foi divulgada por meio de uma foto do conteúdo escrito à mão. O conteúdo também foi lido pelo senador em vídeo. No texto, Jair afirma que o filho é "meu pré-candidato, creio o seu também, meu porta-voz no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade".
No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar, para se recuperar de uma pneumonia bacteriana.
Visitas suspensas
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes suspendeu por 90 dias o direito de visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Moraes também encaminhou o caso ao Ministério Público Eleitoral (MPE), que deve apurar uma possível propaganda eleitoral antecipada.
"A divulgação de vídeo em rede social e utilização de expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto pode configurar propaganda eleitoral antecipada em período vedado pela legislação, devendo ser apurada pelo Ministério Público eleitoral", escreveu Moraes na decisão.
O ministro destaca que a publicação da carta configura desrespeito à decisão que proíbe Bolsonaro de utilizar redes sociais.
Prisão domiciliar
O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Atualmente ele está em regime domiciliar devido às condições de saúde.
Moraes decidiu prorrogar a prisão domiciliar do político do dia 3 de julho. Na decisão, o magistrado ainda revogou o porte de todas as armas do político.
Na época que a domiciliar foi concedida, o político enfrentava um quadro de broncopneumonia e passou duas semanas internado em hospital de Brasília.
Uma das medidas cautelares de Bolsonaro durante a prisão domiciliar é a proibição do uso de redes sociais, mesmo que por intermédio de terceiros.

