
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu Teresa Leitão (PT-PE) como nova liderança do governo no Senado Federal após a saída de Jaques Wagner na quarta-feira (24).
O anúncio foi publicado na rede social X na manhã desta quinta-feira (25).
"Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros", escreveu.
Pouco depois do anúncio, a senadora se manifestou no Instagram, agradecendo Lula pela confiança e falou sobre uma reunião que teve com o presidente nesta manhã.
"Conversamos nesta manhã, quando afirmei que assumo essa missão com os princípios que sempre orientaram minha trajetória pública: lealdade, diálogo, disciplina e trabalho", disse.
"Atuarei para fortalecer a articulação entre o Palácio do Planalto, a base aliada e os parlamentares, especialmente os líderes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, contribuindo para a construção de consensos e para o avanço das pautas de interesse do governo e do povo brasileiro, como o fim da escala 6x1, a PEC da Segurança Pública e outras medidas voltadas ao desenvolvimento do país, à justiça social e à melhoria da qualidade de vida da população", completou a parlamentar.
Quem é Teresa Leitão?
Formada em Pedagogia pela Universidade Católica de Pernambuco, Teresa Leitão entrou na política em 2003 como Deputada Estadual de Pernambuco pelo PT.
Nas eleições de 2022, foi eleita com mais de dois milhões de votos e se tornou a primeira mulher a ocupar uma cadeira de senadora na história de Pernambuco. Na época, assumiu o mandato de oito anos no Congresso.
Teresa é conhecida por defender pautas relacionadas à educação, às mulheres, serviços públicos, cultura, direitos dos trabalhadores e direitos humanos.
No Senado, ela é titular das comissões de Ciência e Tecnologia, Educação e Cultura do Esporte.
Saída de Jaques Wagner da liderança
Jaques Wagner (PT) deixou a liderança do governo no Senado Federal nesta quarta-feira (24), após reunião com o presidente Lula. O movimento acontece depois de o parlamentar ser alvo da Polícia Federal (PF) em operação sobre o Banco Master em 18 de junho. A informação é o jornal O Globo.
O encontro de Lula com Wagner, também nesta quarta, durou cerca de duas horas. Esse foi o primeiro encontro presencial entre os políticos após a operação na semana passada.
Nas redes sociais, Jaques afirmou que a saída foi decidida "em comum acordo" com Lula (veja abaixo).
"Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado", escreveu.
A operação
A Polícia Federal (PF) cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no âmbito da nona fase da Operação Compliance Zero na quinta-feira (18). Nesta etapa, é apurada a participação de agentes públicos em esquema de irregularidades envolvendo o Banco Master.
Entre os alvos estão o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula na Casa, e o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. A investigação apura fraudes envolvendo o Master, os vínculos de Vorcaro e a suposta participação do parlamentar no esquema.
Durante as buscas, em endereço em Brasília ligado a Wagner, a PF apreendeu US$ 49 mil, o equivalente a R$ 250 mil, em espécie.
Vantagens indevidas
A decisão assinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça aponta que Jaques Wagner teria recebido vantagens indevidas em troca de atuação política no Congresso.
"A Polícia Federal sustenta que, no curso das investigações, foram identificados elementos indicativos de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente, por intermédio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao grupo econômico investigado", diz trecho da decisão.


