
A técnica de enfermagem que acusou o senador Magno Malta (PL-ES) de agressão foi afastada de suas atividades após recomendação do seu médico particular.
A informação foi divulgada pelo Metrópoles e confirmada por Zero Hora.
Em nota, o Hospital DF Star, de Brasília, afirmou ainda que está colaborando com as autoridades competentes na investigação do caso.
"O hospital informa que a técnica de enfermagem encontra-se afastada de suas atividades por recomendação de seu médico particular. Esclarece também que vem tomando todas as providências necessárias para atender as solicitações das autoridades competentes que investigam o caso", afirmou a instituição nesta quarta-feira (6).
O motivo do afastamento e o período pelo qual ela deve ficar fora de suas atividades não foi esclarecido pelo hospital.
O que se sabe até agora
A técnica de enfermagem registrou um boletim de ocorrência contra o senador alegando que ele teria dado um tapa no rosto dela durante um exame. No documento, ela afirma ainda ter sido xingada de "imunda" e "incompetente".
Segundo o boletim, a técnica iria realizar uma injeção de contraste no senador, quando foi identificado que o líquido havia vazado no braço de Malta. Ela então teria informado ao senador que precisaria fazer uma compressão no braço dele, momento em que o político teria se levantado.
"Quando a vítima se aproximou para ajudá-lo, ele desferiu um tapa forte no rosto da vítima, chegando a entortar seus óculos", consta, conforme relato da profissional.
Em nota, o senador que estava internado após sofrer um mal súbito, afirmou que houve "falha técnica" e que teria alertado a profissional de que, no seu entendimento, o procedimento estava incorreto e que sentia fortes dores.
Segundo a nota do senador, o episódio foi relatado à direção do hospital e à equipe médica. Magno Malta também afirma que a técnica tentou dar sua própria versão dos fatos.
"Causa estranheza que a profissional envolvida tenha buscado registrar versão própria dos fatos, em evidente atitude defensiva diante da possibilidade de responsabilização pelo grave ocorrido", afirma o texto.
Após a divulgação dos fatos, o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal repudiou o caso. A entidade afirma estar acompanhando a ocorrência e que está à disposição da profissional envolvida para oferecer o suporte necessário.
No sábado (2), segundo o Uol, o senador registrou um boletim de ocorrência contra a técnica, alegando que ela teriado deixado vazar o contraste em seu braço, causando "dor intensa, hematoma e possível comprometimento vascular"
"Em razão do quadro clínico, da dor aguda e do uso de medicação, o comunicante apresentou reação compatível com o sofrimento físico experimentado, sem, contudo, praticar qualquer ato de agressão física contra profissionais de saúde", diz o boletim ao qual o Uol teve acesso.
Ele afirmou ainda que não houve nenhuma agressão deliberada e que reação foi exclusivamente motivada pelo "estado de dor intensa no momento da intercorrência médica".
