
O líder do Grupo Refit, dono da Refinaria de Manguinhos, foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (15).
Magro mora em Miami. Por isso, o nome dele foi incluído na lista vermelha da Interpol.
A ação aprofunda as investigações sobre suspeitas de sonegação fiscal bilionária do conglomerado do ramo de combustíveis de Magro, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas no setor de combustíveis.
Além do empresário, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi alvo de mandados de busca e apreensão.
Esta é a segunda vez que Magro é alvo de operação. O mesmo já havia acontecido em novembro do ano passado contra devedores da Receita Federal.
Quem é Ricardo Magro?
O advogado e empresário Ricardo Magro, 51 anos, está à frente da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Ele é alvo de investigações tributárias e disputas com distribuidoras e órgãos de fiscalização.
Formado em Direito pela Unip e com especialização em Direito Tributário, Magro comanda o grupo desde 2008. Ele nega irregularidades e afirma ser vítima de perseguição por empresas do setor, citando a atuação da Cosan e do Instituto Combustível Legal.
O empresário também foi investigado na Operação Recomeço, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que apurou desvios em fundos de pensão. Segundo o MPF, há indícios de uso irregular de recursos captados para a recuperação da Universidade Gama Filho.
Mais recentemente, o nome de Magro apareceu na Operação Carbono Oculto, que investiga a atuação do PCC no setor de combustíveis. Ele nega envolvimento e afirma ter colaborado com autoridades.
A Refit também acumula interdições da ANP, que questiona a atividade de refino da empresa. Decisões judiciais alternaram entre o fechamento e a reabertura da unidade.
Em 2024, o Ministério Público de São Paulo apontou a companhia em esquemas de sonegação e adulteração de combustíveis. Apesar das acusações, a empresa manteve ações de marketing, incluindo parcerias com a NFL e o lançamento de produtos ligados ao UFC.


