
Em conversas com aliados nos últimos dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou que pretende reenviar ao Senado a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), informam os jornais O Estado de S. Paulo, O Globo e Folha de S.Paulo. O advogado-geral da União teve seu nome rejeitado pela Casa no dia 29 de abril, por 42 votos contrários a 34 a favor — era necessária a aprovação de pelo menos 41 senadores.
Na época, a derrota histórica — foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos — foi atribuída em boa parte à articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que defendia o nome de Rodrigo Pacheco, ex-presidente da Casa.
O novo envio da indicação deverá ser feito ainda antes das eleições de outubro, mas dependeria de conversas com o Senado. Messias ainda se mostra cauteloso sobre essa possibilidade e só aceitaria nova indicação em caso de muita certeza de aprovação.
Na posse do ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques no cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na última terça-feira (12), chamou atenção que Lula e Alcolumbre evitaram falar um com o outro, embora estivessem lado a lado na mesa da cerimônia. Teria havido apenas um cumprimento protocolar nos bastidores antes do início da solenidade.
Durante o evento, Messias foi citado em discurso do presidente da Ordem dos Advogados (OAB), Beto Simonetti, e recebeu salva de palmas de cerca de 30 segundos da plateia e de praticamente toda a mesa principal. Alcolumbre, segundo O Globo, foi o único da mesa a não aplaudir, um gesto que irritou aliados de Lula e foi interpretado como demonstração de distanciamento político.


