
A Justiça manteve, nesta sexta-feira (29), a prisão preventiva do ex-secretário municipal de Esporte, Lazer e Inclusão de Uruguaiana, Anderson Menezes. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada um dia após a operação da Polícia Civil que levou à prisão do então integrante do governo municipal.
A defesa pediu a substituição da prisão por medidas cautelares, como monitoramento eletrônico e recolhimento domiciliar noturno, mas o pedido foi rejeitado. Segundo o advogado Rodrigo Vieira, o magistrado entendeu que a prisão deve ser mantida neste momento enquanto os fatos são melhor esclarecidos.
A reportagem apurou que Anderson Menezes é investigado pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e associação criminosa. Os detalhes da investigação, entretanto, seguem sob sigilo judicial e não foram divulgados pela Polícia Civil nem pelo Ministério Público.
Após a prisão, a prefeitura de Uruguaiana informou a exoneração de Menezes do cargo. Segundo a administração municipal, os mandados judiciais estão relacionados a uma denúncia apresentada há cerca de dois meses envolvendo documentos e equipamentos de uso interno da secretaria.
O advogado afirmou que teve acesso ao inquérito pouco antes da audiência de custódia e que pretende analisar o material com mais profundidade antes de definir os próximos passos da defesa.
Investigação da Polícia Civil
A investigação teve ainda outro desdobramento nesta sexta-feira. O ex-prefeito de Uruguaiana Ronnie Mello (PP) foi alvo de um mandado de busca e apreensão e teve o celular recolhido pela Polícia Civil.
A medida foi cumprida na saída de um evento realizado na cidade. Ronnie Mello não foi preso.
Pré-candidato a deputado estadual, o ex-prefeito afirmou à Rádio Gaúcha que não possui envolvimento com os fatos investigados e que ficou surpreso com a apreensão do aparelho. Disse ainda que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
A Polícia Civil não se manifestou sobre a apreensão do celular de Ronnie Mello nem sobre a prisão de Anderson Menezes, alegando que a investigação está protegida por sigilo judicial.
Até o momento, as autoridades não divulgaram quais elementos levaram à decretação da prisão preventiva do ex-secretário nem à apreensão do telefone celular do ex-prefeito. Anderson Menezes permanece recolhido na Penitenciária Modulada Estadual de Uruguaiana enquanto a investigação prossegue.


