
Diante da militância que lotou uma casa de eventos na zona norte de Porto Alegre, o vice-governador Gabriel Souza (MDB) lançou neste sábado sua pré-candidatura ao governo do RS. Ao lado do governador Eduardo Leite e do pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, Gabriel reforçou a estratégia de mostrar o Estado como centro da campanha, resumida no slogan "100% RS".
Criticando as alianças nacionais de adversários como Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT), o emedebista disse que não tem presidente de "estimação.
— Temos nosso presidente de coração e opção, que se chama Ronaldo Caiado — destacou.
Gabriel também reclamou da ausência dos adversários nos debates, disse que a aliança de Juliana com o PT foi um "casamento forçado" e condenou uma suposta declaração de Zucco de que "gestão se terceiriza".
— Quem quer ser governador do Rio Grande do Sul não pode ter medo de debate. O pior lugar do mundo para aprender a governar é na cadeira do governante — afirmou.

Nos 24 minutos do discurso, Gabriel também fez uma rápida retrospectiva dos três últimos governos, salientando o enfrentamento da crise fiscal e as reformas aprovadas na Assembleia Legislativa.
— Hoje o Rio Grande está muito melhor. Quem não admite isso, não reconhece os avanços e coloca tudo em risco — afirmou.
Acompanhado do pré-candidato a vice-governador, Ernani Polo (PSD), Gabriel e os pré-candidatos ao Senado, Frederico Antunes (PSD) e Germano Rigotto (MDB) ingressaram no local pelo meio do público, tendo ao lado líderes políticos como os ex-governadores José Ivo Sartori e Ranolfo Vieira Junior, além do prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB).
Com o palco tomado por pré-candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados, a organização do evento teve dificuldade de abrir espaço para os integrantes da chapa majoritária.
Nos bastidores, havia dissidentes do União Brasil e do PP — entre eles cerca de 50 prefeitos —, federação que apoia a candidatura de Zucco.
Caiado critica o governo federal

No pronunciamento que encerrou o evento, Caiado agradeceu a acolhida dos gaúchos, atacou o governo federal e salientou as medidas que implementou na segurança pública nos dois mandatos no governo de Goiás.
— Bandido não se cria onde Caiado governa. Goiás é o Estado mais seguro do Brasil. Quando Caiado chegar ao governo, ou bandido muda de profissão ou muda de país.
— Caiado não vai decepcioná-los. Se vocês têm esperança de tirar esse Brasil da corrupção e da criminalidade, me deem essa oportunidade — complementou.





