
O ex-ministro Aldo Rebelo afirmou neste sábado (16) que sua pré-candidatura à Presidência da República pelo partido Democracia Cristã (DC) está mantida, em nota à imprensa publicada em sua conta no Instagram (veja abaixo).
O pronunciamento ocorre depois de notícias de que o partido pretende substituí-lo pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, recém-filiado à sigla. A informação foi inicialmente publicada pelo jornal Folha de S. Paulo.
"Minha pré-candidatura à presidência da República está mantida, conforme convite e compromisso da direção nacional do Democracia Cristã", escreveu Rebelo. "A candidatura anunciada em um balão de ensaio de Joaquim Barbosa é uma afronta a tudo o que defendo como relações políticas apoiadas na transparência e nas decisões democráticas."
O ex-ministro também afirmou que candidaturas são projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos. Emendou que foi "escolhido para levar adiante um projeto de união e desenvolvimento do Brasil, ancorado na minha biografia sem mácula e na minha experiência na administração pública e no Congresso Nacional".
Veja a nota de Aldo Rebelo
No entanto, horas depois, o presidente do DC, João Caldas, disse que o candidato do partido à Presidência da República será Joaquim Barbosa.
— A mudança já foi feita pelo povo —disse Caldas à reportagem do site Broadcast.
O presidente do DC reafirmou que Aldo teve sua oportunidade, mas que não pontuou nas pesquisas depois de meses de exposição.
— Ele não pode reclamar do partido. O partido é uma instituição e tem que olhar para o Brasil, tem que ter responsabilidade. Está claro que o povo já disse "não" para ele para presidente.
Ele ponderou que, se Aldo desejar, o DC poderia apoiá-lo para outros cargos, como senador, deputado ou governador.
— Ele tem opções — enfatizou. — Política se faz com razão e emoção, menos com o fígado. Eu não tenho nada contra o Aldo pessoalmente, tanto que ele passou todos esses meses sendo o candidato do partido, mas não se viabilizou. Aí surge a esperança para o Brasil dentro da democracia, Joaquim Barbosa.




