
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste — em até cinco dias a partir desta terça-feira (26) — sobre um pedido de ampliação da investigação envolvendo o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ), incluindo informações relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, uma biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A solicitação foi apresentada à Corte pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que pediu a Moraes que autorize a inclusão, de forma "objetiva e subjetiva", do senador Flávio Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro na investigação.
Eduardo Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal (PF) e suspeito de atuar nos Estados Unidos para atrapalhar investigações relacionadas a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Brasil.
Segundo Lindebergh Farias, existem indicadores de uma conexão entre o financiamento do filme Dark Horse, negociado com Daniel Vorcaro por Flávio Bolsonaro, e a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro em campanhas pela penalização de autoridades brasileiras, como o próprio Alexandre de Moraes, além de pressão por anistia aos julgados pelo STF pela trama golpista em 2022.
O parlamentar também pede que sejam compartilhadas provas de investigações envolvendo o Banco Master, relatórios financeiros do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), providências para rastrear fluxos de recursos relacionados à produção de Dark Horse e a cooperação internacional com autoridades dos EUA.
O objetivo da denúncia é investigar se recursos formalmente destinados ao filme foram desviados, total ou parcialmente, para "financiar a campanha internacional de sanções, restrições de vistos, tarifas e coação contra autoridades brasileiras", conforme a CNN Brasil.
Réu desde 2025
A PGR denunciou Eduardo Bolsonaro no ano passado ao STF pelo crime de coação, a partir da conduta do deputado nos Estados Unidos às vésperas do julgamento de Jair Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado. Também foi denunciado o blogueiro Paulo Figueiredo Filho, mediante a mesma justificativa.
Quando expediu a decisão desta terça-feira (26), Moraes somente determinou o envio dos autos à PGR para a manifestação do órgão, sem a análise prévia dos pedidos apresentados por Lindebergh.


