
O deputado estadual Edegar Pretto (PT) deve anunciar até sexta-feira (17) se atende ao pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para concorrer ao governo do Rio Grande do Sul na condição de vice na chapa de Juliana Brizola (PDT).
— Um pedido do presidente Lula sempre tem muita importância pra mim, mas como tenho dito, essa será uma decisão coletiva. Estou conversando com as forças internas do PT e com os cinco partidos que estiveram comigo até aqui, é daí que sairá minha decisão — respondeu Pretto, durante voo de retorno de Brasília para Porto Alegre.
Lula fez o apelo para que Edegar Pretto concorra como vice durante reunião no gabinete presidencial, em Brasília. No encontro, Lula agradeceu ao gaúcho pelo desprendimento e insistiu na necessidade de unir as forças de centro-esquerda para evitar o avanço da extrema direita no Estado.
Edegar Pretto abandonou, na última quinta-feira (9), a pré-candidatura que mantinha desde o fim do ano passado para o cargo de governador do Estado. A desistência de Pretto foi consequência de uma decisão do PT nacional, que negociou o apoio dos petistas gaúchos à candidatura de Juliana Brizola, em troca do apoio nacional dos pedetistas à pré-candidatura de Lula à reeleição.
A pressão do PT nacional para que Edegar recuasse de sua pré-candidatura e apoiasse Juliana Brizola durou semanas e encontrou forte resistência na militância do PT gaúcho. No início de abril, Edegar chegou a dizer, enquanto ainda era pré-candidato, de que não havia possibilidade de concorrer como vice e que a tática eleitoral do PT gaúcho era melhor do que a estratégia nacional.
Mobilizada em torno do nome de Edegar Pretto, parte da militância petista demonstrou insatisfação quando a decisão do PT nacional foi aplicada no Estado. A tentativa de fazer Pretto concorrer como vice de Juliana busca, também, remobilizar a militância petista no Rio Grande do Sul.

