Palestrante confirmado no primeiro dia de Fórum da Liberdade, nesta quinta-feira (9), em Porto Alegre, o ator, humorista e roteirista Claudio Manoel falou ao Timeline, da Rádio Gaúcha, sobre temas que devem permear sua palestra no painel intitulado "Pode rir do sujeito" (assista à integra no vídeo acima).
— É a discussão meio permanente, liberdade de expressão, as questões que perguntam os limites do humor. Desde 1980, eu não me lembro um dia que eu não fui perguntado sobre qual é o limite do humor. Era a época da redemocratização e os limites eram dados por uma censura federal, pelo Estado, então, quando teve, vamos dizer assim, o destampe, foi um momento não só do pode tudo, como também de quem queria experimentar com essa coisa dos limites, fazer piada com o que não era feito, até o próprio humor político não era uma coisa habitual — afirmou, em entrevista na manhã desta quarta (8).

O ex-Casseta & Planeta fez uma avaliação sobre as mudanças a respeito do entendimento do humor ao longo do tempo:
— Acho que a principal é que parte das pessoas que vocalizam passaram a confundir piada com opinião e risada com aprovação. Então, é mais complicado porque tem pessoas que se sentem feridas, acuadas, oprimidas pelo humor, pela piada, e eu não estou dizendo que não tenham direito a se sentir assim, né? Mas, na verdade, quando você vai por radical que piadas matam, num país que é violento pra caramba, a piada, se é uma coisa que causa preocupação, pra mim causa preocupação.
O Fórum da Liberdade ocorre quinta e sexta-feira (10), na PUCRS. O painel de Claudio Manoel está previsto para as 9h do primeiro dia de evento.


