
O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos, o ICE, informou nesta quinta-feira (16) que o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem, foi liberado após uma "decisão administrativa" e que ele tem direito à permanência provisória no país.
De acordo com o g1, após reunião ocorrida nesta tarde entre o ICE e a Polícia Federal (PF), o serviço disse que Ramagem poderá aguardar em liberdade, no país, a conclusão de um processo de pedido de asilo.
Ramagem, que foi condenado na ação penal da trama golpista a 16 anos de prisão e recorre em liberdade, está nos Estados Unidos desde setembro do ano passado — quando ocorreu o julgamento. Durante a investigação sobre a trama golpista, ele havia sido proibido pelo STF de sair do Brasil.
A prisão de Ramagem aconteceu na segunda-feira (13), durante abordagem de trânsito. Ele foi parado por policiais logo após ter saído de casa, em Orlando. Os agentes alegaram que o ex-deputado havia cometido uma infração de trânsito e, então, solicitaram os documentos dele. Neste momento, foi constatado que o passaporte de Ramagem estava vencido.
Ramagem agradece Trump pela soltura
Ele foi liberado na quarta-feira (15). Em uma publicação nas redes sociais, o ex-deputado afirmou que não foi detido por problema no trânsito, mas, sim, por uma questão migratória, mas ressaltou que está em uma situação regular no país:
— Ocorre que eu entrei nos Estados Unidos em setembro do ano passado de forma perfeitamente regular. Passaporte válido, visto válido e sem condenação nenhuma. Em seguida, nós entramos com o pedido de asilo. Eu e a Rebeca (esposa) estudamos detalhadamente, nós cumprimos os requisitos, estamos dentro de todos os procedimentos, de todas as respectivas fases, o que nos confere o status de permanência regular nos Estados Unidos.
Ramagem também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela soltura.
— E aqui eu venho agradecer ao governo norte-americano, da mais alta cúpula da administração Trump, também das pessoas que já estavam cientes da nossa questão bem antes, e também àquelas pessoas que tiveram que se debruçar por ocasião dessa detenção — disse Ramagem em vídeo.



