
Uma abordagem de trânsito fez com que o ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem fosse detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos. Ramagem foi condenado na ação penal da trama golpista a 16 anos de prisão e está foragido da Justiça brasileira há sete meses.
De acordo com o g1, Ramagem foi parado por policiais de trânsito pouco tempo após ter saído de casa, em Orlando. Os agentes alegaram que o ex-deputado havia cometido uma infração de trânsito e então solicitaram seus documentos. Neste momento, foi constatado que o passaporte de Ramagem estava vencido.
Ele foi levado a um centro de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) e, até a publicação desta matéria, não se sabia o destino de Ramagem, que deve ser decidido por um juiz de imigração de Jacksonville, na Flórida.
Ainda conforme o g1, autoridades brasileiras devem tentar provar que Ramagem está nos Estados Unidos para tentar escapar do cumprimento da sua pena no Brasil, ao contrário do que diz o pedido de asilo feito por ele, onde alega perseguição política.
Condenação
Ramagem foi condenado na ação penal da trama golpista a 16 anos de prisão e recorre em liberdade.
Em setembro do ano passado, ele deixou o país e passou a morar em Miami. Durante a investigação sobre a trama golpista, ele havia sido proibido pelo STF de sair do país.
Segundo a PF, Ramagem fugiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido.
Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição foi formalmente encaminhado ao governo norte-americano. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA em 30 de dezembro de 2025.
No final de 2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a cassação do mandato de Ramagem. A Constituição determina que a Casa declare a perda do mandato de parlamentar em função de condenação criminal.


