
O Exército Brasileiro cumpre nesta sexta-feira (10) mandados de prisão contra membros condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no núcleo 4 da trama golpista. As ordens foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes.
Até o momento, foram presos Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército, Giancarlo Rodrigues, subtenente da ativa e Guilherme Almeida, tenente-coronel da ativa.
Segundo o g1, seguem foragidos Reginaldo Abreu, coronel da reserva do Exército que está nos Estados Unidos, e Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal que está no Reino Unido.
A Polícia Federal é responsável pela prisão dos demais condenados que não são militares. Eles devem ser encaminhados a presídios civis, enquanto os integrantes das Forças Armadas irão para instituições militares.
Além dos citados, outros dois membros do núcleo 4 foram condenados: Marcelo Bormevet, agente da Polícia Federal que já está preso desde 2024, e Ailton Moraes Barros, ex-major do Exército que foi expulso da corporação e estava em prisão domiciliar.
Condenados do núcleo 4
O STF condenou os sete réus do núcleo 4 — grupo apontado como responsável por disseminar desinformação sobre as eleições em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro — em outubro do ano passado.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), eles usaram a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar colegas políticos, criar e espalhar informações falsas sobre instituições democráticas e autoridades que ameaçavam os interesses golpistas. Os magistrados estabeleceram a dosimetria da pena, que varia de sete anos a 17 anos de prisão.
A Corte fixou que todos os condenados paguem juntos o valor de R$ 30 milhões, de forma solidária, por danos materiais e morais coletivos. Além disso, foi determinada a perda do cargo e inelegibilidade.

