
A prefeita de Estrela, Carine Schwingel, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) contra crimes eleitorais, rebateu as acusações de que teria concedido favores ou vantagens financeiras em troca de apoio político nas eleições de 2024.
Um dos apontamentos da PF é o de que Carine teria usado aliados para nomear eleitores em cargos de confiança no município de Cruzeiro do Sul (vizinho a Estrela), mediante solicitação de troca de domicílio eleitoral e apoio político, além de suposto favorecimento de pacientes na fila de espera de exames do Sistema Único de Saúde (SUS).
Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta sexta-feira (24), ela afirmou que não teria poder algum para cometer tais atos, uma vez que, segundo a gestora municipal, sequer seria a favorita para ocupar o cargo.
— Como vou garantir um cargo se eu não tinha poder nenhum? Primeiro, não tinha o poder administrativo, não tinha o poder da caneta, não tinha como garantir um cargo para alguém. Se eu não tinha a caneta na mão para poder liberar o cargo, é o mesmo caso em relação à questão do SUS — afirma a prefeita.
Carina afirmou também que ainda não teve acesso ao processo da Polícia Federal, mas garantiu que irá se manifestar quando necessário.
— Vou me manifestar sempre porque tenho isso como hábito, como cultura. Não tenho nada a esconder de ninguém e a Polícia Federal, assim como todos os outros órgãos, estão fazendo os seus trabalhos e eu defendo. Confio plenamente na justiça e por isso que tenho plena tranquilidade — declarou.
Operação Ambitus Sidum
As diligências da operação Ambitus Sidum foram realizadas nos municípios de Estrela e Cruzeiro do Sul nesta sexta-feira (24).
O inquérito policial foi instaurado após autorização do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul por envolver a prefeita. As provas foram compartilhadas a partir da Operação Rêmora, deflagrada em dezembro de 2024 pela Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da PF. Durante a ação de hoje, foram apreendidos documentos e aparelhos eletrônicos.
Além da gestora municipal, outros servidores públicos também foram alvo das medidas judiciais executadas.


