Os eleitores de Cachoeirinha vão às urnas neste domingo (12), em eleição suplementar, para escolher o prefeito e o vice-prefeito que irão administrar a cidade até dezembro de 2028, em mandato tampão. O clima é de tranquilidade e o movimento nas ruas é ameno, típico de um domingo. Os locais de votação têm fluxo constante de pessoas, mas sem filas ou aglomerações.
Até às 14h, a Brigada Militar informou ter registrado apenas uma ocorrência de lesão corporal decorrente de uma briga em frente à Escola Municipal de Educação Básica Portugal, que é local de votação.
Embora os fiscais dos partidos comentem sobre supostos casos de boca de urna, a Brigada Militar informou não ter nenhum registro oficial para esse tipo de delito.
Quatro candidaturas disputam o pleito: além da prefeita interina Jussara Caçapava (Avante), concorrem Claudine Silveira (PP), Tairone Keppler (PT) e Laís Cardoso (PSOL).
A convocação do pleito fora de época é consequência da cassação, via processo de impeachment na Câmara de Vereadores, dos mandatos do então prefeito Cristian Wasem e do vice-prefeito Delegado João Paulo Martins. Eles foram sacados dos cargos após sessão Legislativa em 2 de janeiro, sob alegação de contratações sem licitação e adiamento de contribuições patronais para o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais. Desde então, a prefeitura foi assumida interinamente por Jussara, que era presidente da Câmara.
No Centro Cultural Padre Ermelindo Lottermann, da Paróquia São Vicente de Paulo, cinco seções eleitorais recebiam eleitores em ambiente calmo. Matheus Christiano Ribeiro, de 17 anos, foi até o local para votar pela primeira vez. Ele considera turbulento o cenário político em Cachoeirinha. Em menos de seis anos, esta é a quarta vez que a população vai às urnas para escolher prefeito. Além das disputas municipais ordinárias de 2020 e 2024, o eleitorado da cidade da Região Metropolitana teve outro pleito suplementar em outubro de 2022, determinado por cassação de mandato do prefeito e do vice da época por decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
— É meio caótico e não é a primeira vez que isso acontece (eleição suplementar). Acredito que prejudica a cidade porque as propostas dos gestores vão se modificando — avalia Ribeiro, mencionando a descontinuidade de políticas.
O movimento era mais intenso no Colégio Estadual Rodrigues Alves, onde há oito seções, mas igualmente em clima sereno. Uma viatura da Brigada Militar e dois policiais faziam a ronda em frente ao local por volta das 13h.
A eleição acontece até às 17h. O cartório eleitoral de Cachoeirinha estima que o eleito deve ser anunciado oficialmente por volta das 19h.



