
José Antonio Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito nesta quarta-feira (11) para analisar a decisão que levou à prisão de Daniel Vorcaro, detido novamente em operação da Polícia Federal no dia 4 de março.
Nesta sexta-feira (13), a Segunda Turma vai começar o julgamento virtual que deve analisar a decisão do relator do caso Master no STF, André Mendonça, que mandou Daniel Vorcaro à prisão.
Mais cedo, também nesta quarta, Toffoli já havia se declarado suspeito para ser o relator de ação que cobra a instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. Ele alegou "motivo de foro íntimo" para não analisar o pedido apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
"Tendo em vista que há correlação entre as matérias objeto daquele feito, declaro a minha suspeição por motivo de foro íntimo, a partir desta fase investigativa", afirmou Toffoli.
CPI do Banco Master
Toffoli foi escolhido para ser o relator da ação sobre a instalação da CPI nesta quarta-feira pelo sistema eletrônico de distribuição de processos da Corte. Apesar de ter deixado voluntariamente a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master, Toffoli não havia se declarado impedido de participar de novos processos. Dessa forma, a distribuição foi feita entre todos os magistrados.
O ministro Cristiano Zanin foi escolhido para relatar a ação após a manifestação de Dias Toffoli.
No mês passado, Toffoli deixou a relatoria do caso após a Polícia Federal (PF) informar o presidente do STF, Edson Fachin, de que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado.
Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao Master e investigado pela PF.



