
O Brasil tem, até o momento, 11 pré-candidatos à Presidência da República. O status de pré-candidatura se mantém até agosto, quando os partidos oficializam as escolhas em convenção e realizam o registro definitivo junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o início da campanha.
As eleições presidenciais de 2026 começam a ganhar contornos de uma disputa marcada pela tentativa de Luiz Inácio Lula da Silva emplacar um quarto mandato e pela reorganização das forças de oposição.
Dia 4 de abril (seis meses antes do 1º turno) foi a data-limite para que todas as legendas e federações partidárias obtivessem o registro do respectivo estatuto no TSE. A seguir, confira os nomes cotados para a disputa.
Quem são os pré-candidatos à presidência até agora
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Aos 80 anos, o atual presidente confirmou sua disposição para buscar um inédito quarto mandato. Lula ancora sua pré-candidatura na defesa do seu legado social e na estabilidade das instituições. Estrategicamente, o petista monitora o crescimento da rejeição em setores da classe média e busca reforçar alianças no Nordeste.
Flávio Bolsonaro (PL)

O senador pelo Rio de Janeiro foi ungido como o "candidato do bolsonarismo" por meio de uma carta escrita à mão pelo pai, Jair Bolsonaro, lida publicamente em dezembro de 2025. Flávio assume a missão de herdar o capital político do ex-presidente, focando em pautas conservadoras.
Ronaldo Caiado (PSD)

Atual governador de Goiás, Caiado foi oficializado nesta semana pelo PSD, partido de Gilberto Kassab, após uma disputa interna. Veterano na política, ele aposta no discurso de eficiência administrativa, segurança pública e em uma "anistia ampla" para pacificar o país, tentando se consolidar como a alternativa viável da direita.
Romeu Zema (Novo)

O governador de Minas Gerais mantém sua pré-candidatura baseada no modelo de gestão privada e na austeridade fiscal. Zema busca atrair o eleitorado liberal e empresários que desejam uma terceira via distante da polarização direta entre o PT e o bolsonarismo.
Aldo Rebelo (DC)

Ex-ministro de Lula e Dilma, mas agora filiado ao Democracia Cristã (DC), Rebelo defende o reequilíbrio entre os três poderes e uma agenda focada na soberania nacional e no desenvolvimento da Amazônia. Aldo tem se destacado por atrair o apoio de setores militares e do agronegócio.
Renan Santos (Missão)

Líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e agora presidente do Partido Missão, Renan Santos surge como a aposta da direita liberal da Geração Z. Sua pré-candidatura é pautada pelo combate ao crime organizado e por reformas administrativas radicais que visam reduzir a estrutura dos municípios e do Estado brasileiro.
Cabo Daciolo (Mobiliza)

Ex-deputado federal, ganhou projeção nacional na corrida presidencial de 2018. Na ocasião, terminou em sexto lugar, com pouco mais de 1,3 milhão de votos. Naquela campanha, chamou atenção pelas referências religiosas e pelo bordão "Glória a Deus". Agora tenta chegar ao Planalto pelo Mobiliza.
Augusto Cury (Avante)

O escritor foi anunciado como pré-candidato do Avante. Psiquiatra e pesquisador, ingressa na vida partidária defendendo uma "política mais humana, equilibrada e voltada para o bem-estar da população".
Hertz Dias (PSTU)

Hertz Dias é professor de História da rede pública municipal e estadual de São Luís (MA). Em 2018, foi candidato à vice-presidente pelo PSTU. Concorreu à prefeitura de São Luís em 2020 e ao governo do Maranhão em 2022. Defende o fim da escala 6x1.
Samara Martins (UP)

Única pré-candidata mulher até o momento, Samara foi candidata a vice-presidente em 2022. Dentista do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte, defende pautas como o fim da escala 6x1.
Rui Costa Pimenta (PCO)

Foi candidato a presidente pelo PCO nas eleições de 2002, 2010 e 2014 (em 2006, teve a candidatura indeferida). Rui Costa Pimenta é jornalista. O partido se coloca como uma alternativa política para os trabalhadores.


