
A Polícia Federal apreendeu mais três celulares com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao cumprir os mandados judiciais expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última quarta-feira (4), quando prendeu o banqueiro pela segunda vez.
Esses celulares serão colocados junto aos demais aparelhos apreendidos com o banqueiro desde a primeira prisão dele, em novembro de 2025, e passarão por perícia.
As informações foram publicadas inicialmente pelo g1 e confirmadas pelo Estadão.
Tornozeleira eletrônica
Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos (SP), ao tentar embarcar para Dubai. Segundo a Polícia Federal, a viagem seria um pretexto para fugir em um jatinho para Malta, já que ele sabia da existência de uma ordem de prisão. Ele foi liberado 12 dias depois, com tornozeleira eletrônica.
Posteriormente, o empresário voltou a ser preso após a Polícia Federal encontrar em mensagens indícios de que ele teria ordenado uma invasão de sistemas do Ministério Público Federal para obter documentos sigilosos de investigações contra si, além de pedir o monitoramento de adversários e até ações violentas contra o jornalista Lauro Jardim.
Defesa cobra acesso a dados
Em nota divulgada neste sábado (7), a defesa de Vorcaro cobrou acesso a dados brutos do aparelho para realizar uma "perícia independente". Para os advogados do banqueiro, o requerimento, apresentado em 16 de fevereiro, ganhou "especial relevância" após a divulgação de conversas dele — entre elas, uma com o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
"O objetivo é permitir a análise independente por assistente técnico da defesa, conforme previsto na legislação processual, garantindo que a prova digital seja examinada com transparência, integridade e respeito ao devido processo legal, inclusive para avaliar a licitude dos procedimentos utilizados na obtenção dessas provas", destacou a defesa.




