
O inquérito do Banco Master será prorrogado por 60 dias, determinou o relator do caso, ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (18), após uma solicitação feita pela Polícia Federal.
A decisão, conforme noticiou o g1, se dá para que novas diligências possam ser realizadas, como a analise de documentos e perícia de materiais, como computadores e celulares apreendidos durante a Operação Compliance Zero.
"Considerando-se as razões apresentadas pela autoridade de polícia judiciária federal, defiro o pedido, prorrogando o inquérito por mais sessenta dias", diz trecho da decisão.
O inquérito investiga fraudes bilionárias envolvendo a venda de títulos de crédito falsos que podem ter gerado um prejuízo estimado em R$ 12 bilhões.
As ações começaram em novembro do ano passado, com a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Na ocasião, ele planejava uma fuga.
No dia seguinte à prisão, o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central (BC), em uma intervenção que antecedeu a derrocada de outras instituições financeiras ligadas ao grupo. Entre as operações suspeitas estão a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), ligado ao governo do Distrito Federal.
No início do mês, Vorcaro, que havia sido solto poucos dias após a primeira detenção, voltou a ser preso. Na mesma ação, foi determinado o sequestro e bloqueio de bens no montante de até R$ 22 bilhões.
Durante a investigação, foram encontrados indícios de que o dono do Banco Master teria planejado simular um assalto para "prejudicar violentamente" o colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim. Segundo o ofício, o empresário pretendia "calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados".
Em uma das conversas, encontradas em um grupo de Whatsapp, Vorcaro chega a afirmar que queria "mandar dar um pau nele (Lauro Jardim). Quebrar todos os dentes. Num assalto".
