
André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) investigue a origem do vazamento dos dados sigilosos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
As informações estavam sob a custódia da CPI do INSS e vieram a público nesta semana.
Na decisão, o ministro e relator do caso do Banco Master no Supremo destacou a importância da investigação de quem divulgou os dados indevidamente, e não dos jornalistas e veículos que publicaram as conversas e informações.
Prisão de Vorcaro
O dono no Banco Master foi preso novamente pela Polícia Federal na quarta-feira (4), em São Paulo. Na manhã desta sexta, ele foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília
Vorcaro, que é investigado por fraudes bilionárias envolvendo a venda de títulos de crédito falsos, foi preso em casa, em São Paulo. A defesa dele nega as suspeitas.
Esta nova fase da operação apura a invasão de dispositivos informáticos praticada por uma organização criminosa ligada a Vorcaro e outros aliados dele. Também estão sob apuração os crimes de ameaça, corrupção e lavagem de dinheiro.
Daniel Vorcaro já havia sido preso em 17 de novembro de 2025, no âmbito das investigações sobre uma suposta fraude na emissão de créditos bancários. Na ocasião, ele planejava uma fuga. O empresário deixou a cadeia em 29 de novembro, mas era monitorado por tornozeleira e precisava cumprir outras restrições.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central (BC) no dia seguinte à prisão, em uma intervenção que antecedeu a derrocada de outras instituições financeiras ligadas ao grupo.
Entre as operações suspeitas estão a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), ligado ao governo do Distrito Federal. De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.



