
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a suspensão do PIS e Cofins do diesel. Ele assinou decreto que zera os impostos para importação e comercialização do combustível nesta quinta-feira (12).
— O preço do petróleo está fugindo ao controle, isso significa aumento de combustível, e nos Estados Unidos já subiu 20% — argumento Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.
A medida foi adotada numa tentativa de conter o preço do combustível, em alta diante da guerra no Oriente Médio e pelas tensões no entorno do Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo.
— Estamos dizendo em alto e bom som que estamos fazendo um sacrifício enorme aqui, uma engenharia econômica, para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras chegue ao povo brasileiro — disse Lula.
Também foi anunciada subvenção para as refinarias com o objetivo de alcançar desconto de 64 centavos por litro do diesel.
Para compensar a tarifa zero e a subvenção, o governo aumentará o imposto de exportação sobre o petróleo em 12%. Esse reajuste busca estimular refino no Brasil e arrecadar em cima de quem optar pela exportação.
O diesel é combustível essencial no campo, já que maquinário agrícola é abastecido por esse combustível. Também é utilizado para os caminhões, que escoam a produção.
— A maior pressão que o mercado de combustível sofre hoje vem exatamente do diesel, não vem da gasolina. Então, é com o diesel que nós estamos mais preocupados e pelo fato de o diesel afetar as cadeias produtivas de maneira muito enfática — afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
— Vamos fazer tudo o que for possível para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro, não vai chegar ao prato de feijão, a salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come. Essa é a intenção dessa coletiva — disse o presidente.
Nesta tarde, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, os ministros Rui Costa, Wellington César, Alexandre Silveira e o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, se reunirão com representantes das distribuidoras privadas de combustíveis para cobrar que as medidas anunciadas sejam efetivamente repassadas ao consumidor final.


