
A Justiça Federal mandou soltar o ex-prefeito de Lajeado Marcelo Caumo nesta segunda-feira (2). Ele estava preso desde quinta-feira (26) na Penitenciária Estadual de Canoas, após a Operação Lamaçal, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de desvio de verbas federais por meio de contratos ligados à assistência social do município.
A decisão de soltura foi tomada pelo desembargador Loraci Flores de Lima, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Caumo foi preso temporariamente e prestou depoimento à Polícia Federal na tarde de segunda-feira, antes de ser liberado.
A Justiça também determinou a soltura da empresária Lorena Mercalli, outra investigada na operação. Ela estava no Presídio Feminino de Lajeado e, segundo a defesa, deve ser liberada na manhã desta terça-feira (3).
A operação
A Polícia Federal, com apoio da CGU, deflagrou a Operação Lamaçal para investigar suspeitas de desvio de recursos federais do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) repassados à prefeitura de Lajeado, no Vale do Taquari, após a enchente de maio de 2024. A primeira fase da ação foi deflagrada em novembro de 2025.
Os desvios, segundo a PF, somam cerca de R$ 5 milhões, considerando três contratos firmados entre 2020 e 2024. Alguns deles envolvem recursos do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS).
Foram apurados contratos firmados durante a gestão de Caumo em Lajeado. A investigação aponta possível direcionamento e sobrepreço na contratação emergencial de empresa para serviços na área social, sob justificativa de calamidade pública.
Na operação de quinta-feira (26), uma empresária ligada à empresa beneficiada pelas verbas também foi presa e uma vereadora de Encantado, afastada do cargo. A reportagem apurou que a vereadora afastada é Joanete Cardoso (PSDB) e que a empresária presa é Lorena Mercalli, gestora na empresa Arki. A secretária de Serviços Urbanos de Lajeado, Elisete Mayer, também foi afastada.
*Colaborou: Gabriel Dias

