
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli se declarou suspeito após ser escolhido para ser o relator de ação que cobra a instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. O sorteio que definiu a relatoria ocorreu na tarde desta quarta-feira (11).
O ministro alegou "motivo de foro íntimo" para não analisar pedido apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
"Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes", escreveu Toffoli em despacho.
Agora, outro ministro deve ser definido como relator do pedido sobre a instalação da CPI do Master.
Integrante da base do governo Lula, o deputado Rodrigo Rollemberg quer que a CPI investigue as fraudes ocorridas na negociação da compra do Master pelo Banco de Brasília.
Renúncia da relatoria
Toffoli deixou a relatoria do caso do Banco Master em 12 de fevereiro, após o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregar a Fachin um documento listando indícios de conexões entre Vorcaro e Toffoli.
Na sessão que levou Toffoli a renunciar a relatoria do caso Master, os ministros acertaram os termos de sua saída, mesmo sem o reconhecimento do STF. Na prática, isso manteve de pé as decisões tomadas pelo ministro até aquele momento, abrindo caminho para que ele não seja impedido de participar de julgamentos na Segunda Turma em torno do caso.
Nesta sexta-feira (13), a Segunda Turma do STF vai começar o julgamento virtual que deve analisar a decisão do novo relator do caso Master no STF, André Mendonça, que mandou Daniel Vorcaro à prisão.



