- A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga, a partir das 9h desta terça-feira (24), os acusados de planejar o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco
- Sessão se iniciou com a leitura do parecer do ministro relator, Alexandre de Moraes; saiba como é o rito do julgamento
- Em seguida, o representante da PGR, Hindemburgo Chateaubriand Pereira Diniz Filho leu o parecer da procuradoria, que aponta que a motivação do crime foi a atuação política de Marielle Franco
- A primeira defesa a falar é a do delegado Rivaldo Barbosa. Segundo ele, não há elementos que provem motivos para envolvimento de Rivaldo no crime
- Em seguida, falou a defesa de Chiquinho Brazão, que algou que a "acusação trabalha com o mais absoluto jejum em relação à prova"
- Além de Chiquinho Brazão, outros quatro réus estão sob julgamento
O assassinato de Marielle
O crime aconteceu em 14 de março de 2018, no bairro Estácio, zona central do Rio. Ela voltava de carro para a sua casa, no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, depois de participar de uma reunião com mulheres negras na Lapa.
A vereadora tinha 38 anos e estava acompanhada pelo motorista Anderson Gomes, de 39 — que também morreu —, e pela assessora parlamentar Fernanda Chaves, de 43.
O julgamento corre no STF devido ao foro de Chiquinho Brazão, um dos acusados pelo crime, que na época dos fatos era deputado federal.
Quem são os réus e quais os crimes imputados?
Domingos Brazão
Conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Segundo a acusação, ordenou a morte de Marielle por se opor à atuação política dela na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. Responde por duplo homicídio qualificado contra Marielle e Anderson, tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves e organização criminosa
João Francisco “Chiquinho” Brazão
Ex-deputado federal. Teve mandato cassado em 2025 por excesso de faltas e atualmente está sem partido. Segundo a acusação, ordenou a morte de Marielle por se opor à atuação política dela na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. Responde por duplo homicídio qualificado contra Marielle e Anderson, tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves e organização criminosa.
Rivaldo Barbosa
Delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Segundo a acusação, usou a posição de comando para dificultar as investigações e evitar que os mandantes do crime fossem conhecidos. Responde por duplo homicídio qualificado contra Marielle e Anderson e tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.
Ronald Paulo de Alves
Ex-policial militar. A acusação diz que teria monitorado as atividades de Marielle e fornecido informações aos executores para que o crime fosse cometido. É réu por duplo homicídio qualificado contra Marielle e Anderson e tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.
Robson Calixto Fonseca, o "Peixe"
Ex-assessor do TCE. Integraria uma organização criminosa com os irmãos Brazão, segundo a PGR.


