
Com salva de tiros de canhão e Hino Nacional executado pela banda dos Fuzileiros Navais, o Congresso Nacional retomou os trabalhos na tarde desta segunda-feira (2). No ato, que simboliza a abertura da agenda de 2026 no Senado e na Câmara dos Deputados.
Em seu discurso, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu as emendas parlamentares.
— Que 2026 continue sendo um ano de entregas ao país, atendendo sempre as expectativas da população, em sintonia com as ruas. E que, nós, parlamentares, sigamos transformando a esperança das pessoas em realidade. E cabe a este plenário, soberano e independente, perseguir esse caminho dia e noite, com votações de propostas de interesse do país. E fazer valer a prerrogativa constitucional do Congresso de destinar as emendas parlamentares aos rincões Brasil afora, que, na maioria das vezes, não estão aos olhos do Poder Público — discursou Motta.
Reunidos no plenário Ulysses Guimarães, na Câmara, deputados e senadores acompanharam a leitura da mensagem do Poder Executivo – entregue pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. No documento, o Poder Executivo destacou a importância da parceria com o Legislativo e defendeu o fim da escala 6x1, sem redução de salário.
— O tempo é um dos bens mais preciosos para o ser humano. Não é justo que uma pessoa trabalhe duro toda a semana e tenha apenas um dia para descansar o corpo e a mente e curtir com a família — diz a mensagem lida pelo 1º secretário do Congresso, deputado Carlos Veras (PT-PE) .
A sessão foi conduzida por Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado. Em seu discurso, o parlamentar defendeu a harmonia entre os poderes da República, mas pontuou que o desejo por paz "não significa medo da luta".
— Nossa luta é pelo Estado Democrático de Direito, pelas prerrogativas parlamentares e pela autoridade do Congresso Nacional brasileiro. Desses valores e dessas batalhas, nós jamais abriremos mão — afirmou.
Mais cedo, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu os trabalhos do ano judiciário. O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, disse que seu compromisso é com a elaboração do Código de Ética do tribunal. Ele acompanhou a abertura dos trabalhos no Congresso.


