
A Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) abriu apuração contra o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi após relato de que ele teria cometido crime de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos em Balneário Camboriú (SC).
O crime teria ocorrido durante o recesso, quando Buzzi recebeu uma família de amigos em sua casa de praia, no litoral norte de Santa Catarina. A filha do casal, que chamava o ministro de tio, relatou que Buzzi tentou agarra-la à força. Acompanhada dos pais, a vítima registrou um boletim de ocorrência na polícia.
Procurado, Buzzi divulgou nota por meio da assessoria de imprensa do STJ. "O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio", diz o texto.
Na manhã desta quarta-feira (4), a família prestou depoimento ao corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Mauro Campbell, que também integra o STJ. Em nota, o CNJ informou que o caso tramita em sigilo para "preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização".
A mãe da vítima, que é advogada, procurou ministros do STJ para contar o caso. Um integrante do tribunal admitiu que não há disposição dos colegas de proteger o ministro acusado.
A mãe da jovem é representada pelo advogado Daniel Bialski, que afirma esperar rigor nas apurações.
Ministro catarinense ingressou no STJ em 2011
Marco Aurélio Gastaldi Buzzi é natural de Timbó (SC) e mestre em Ciência Jurídica pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), instituição na qual se formou e onde foi professor de diversas disciplinas do curso de Direito.
Ingressou na magistratura em 1982 e foi promovido a desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) em 2002. Antes da carreira jurídica, atuou como jornalista.
Em 2011, Buzzi foi indicado pela então presidente da República, Dilma Rousseff, para ocupar uma das duas cadeiras de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que ficaram vacantes. Na época, o ministro Paulo Medina se aposentou e Luiz Fux havia sido nomeado para o Supremo Tribunal Federal (STF).





