
Ex-ministro e ex-deputado federal, Raul Jungmann morreu aos 73 anos neste domingo (18) em Brasília. Segundo o Estadão, ele estava internado no hospital DF Star e lutava contra um câncer no pâncreas.
Jungmann foi ministro cinco vezes. No governo FHC, assumiu as pastas do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias. No governo Temer, ocupou o Ministério da Defesa e da Segurança Pública.
No governo Temer, Jungmann coordenou as operações baseadas em decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizaram a atuação das Forças Armadas em Estados com crise na segurança pública, como Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Jungmann foi eleito, ainda, deputado federal por três mandatos nos pleitos de 2002, 2006 e 2014.

Desde 2022, ocupava o cargo de diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Em nota, o Ibram destacou que o legado de Jungmann "constitui um marco na história do Brasil, do IBRAM e da indústria da mineração".
Ele era pernambucano, começou a militar na política pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) e ajudou a fundar o PPS. Durante parte da trajetória política, integrou o MDB.
Segundo o Ibram, o velório ocorrerá em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos.
Luto na política
Ainda na noite de domingo, políticos manifestaram pesar pela perda de Raul Jungmann.
O governador do RS, Eduardo Leite, lamentou a morte de Jungmann, "homem público de trajetória marcante e de grande compromisso com o Brasil".
Nas redes sociais, o senador Randolfe Rodrigues disse que "a política brasileira perde um grande quadro, um homem de diálogo, firmeza e profundo compromisso com o interesse público".
Renan Calheiros escreveu que o Brasil perdeu "um dos maiores pensadores e formuladores da nação".
Marcelo Freixo disse que recebeu a notícia com tristeza e que "Raul sempre teve uma integridade exemplar e dedicou sua vida ao bem do nosso país". Ele complementa: "Que sua memória permaneça como inspiração para continuarmos lutando por um Brasil mais justo."
Cristovam Buarque disse que "Raul Jungmann faz parte daquelas pessoas muito especiais que deixam mais que saudades, deixam um vazio na vida dos amigos e do país".
O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que Jungmann era "homem público preparado, defensor da Democracia e comprometido com o Brasil, deixou uma trajetória marcada pelo diálogo, pela defesa das instituições e pelo interesse nacional".
Já o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes disse que perde "um amigo querido, cuja presença sempre inspirou confiança e serenidade".
Leia a íntegra da nota do Ibram
Com imenso pesar, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) comunica o falecimento de Raul Belens Jungmann Pinto, diretor-presidente da instituição, ocorrido em 18 de janeiro de 2026, em Brasília. Em atenção a um desejo de Raul Jungmann, o velório ocorrerá em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos.
Pernambucano, Raul Jungmann dedicou mais de cinco décadas à vida pública brasileira, atuando com integridade, espírito republicano e um compromisso inabalável com a democracia, o desenvolvimento sustentável e o diálogo.
Ao longo de sua trajetória, ocupou funções de grande relevância nacional, entre elas a presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), três mandatos como deputado federal e quatro ministérios – Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública. Em 2022, assumiu a presidência do IBRAM, liderando uma importante agenda de transformação do setor mineral, pautada pelos princípios ESG (Ambiental, Social e Governança) e pela defesa de uma mineração mais responsável e alinhada aos desafios do século XXI.
Sob sua liderança, o IBRAM fortaleceu seu protagonismo institucional e seu compromisso com a legalidade, a sustentabilidade, a inovação e o papel estratégico dos minerais na transição energética global.
Jungmann será lembrado por sua competência, visão estratégica, capacidade de articulação e pelo legado de diálogo e ética que deixa não apenas na mineração, mas em toda a vida pública brasileira.
Para Ana Sanches, presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Raul Jungmann foi um homem público de estatura singular, defensor firme da democracia e profundamente comprometido com o Brasil e com o interesse público. Segundo ela, à frente da Diretoria Executiva do Instituto, Jungmann conduziu a entidade por um período decisivo, fortalecendo o IBRAM e beneficiando todo o setor mineral, período este marcado pelo diálogo, pela visão estratégica e pela integridade.
Seu legado constitui um marco na história do Brasil, do IBRAM e da indústria da mineração.
Neste momento de profunda tristeza, o IBRAM manifesta solidariedade à família, amigos e colegas de jornada, agradecendo por tudo que Raul Jungmann representou para o Brasil, ao setor mineral e ao Instituto.
Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM

