
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não comparecerá à assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), no sábado (17), no Paraguai, disse à AFP uma fonte oficial.
Desde que voltou ao poder em 2023, Lula tem defendido o acordo, que criará uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e abrirá mercados especialmente atrativos para o agronegócio brasileiro.
Contudo, uma fonte da presidência informou que Lula "não vai" ao encontro, ao explicar que a assinatura foi inicialmente planejada como um evento em nível ministerial, e que o Paraguai enviou "convites" aos presidentes dos países-membros "de última hora".
Na cerimônia estarão presentes o presidente anfitrião, Santiago Peña, e o uruguaio Yamandú Orsi. Também é esperada a presença do argentino Javier Milei.
Visita de Ursula von der Leyen
Lula receberá na sexta-feira (16), no Rio de Janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assim como o presidente do Conselho Europeu, António Costa, em uma escala antes de voar para Assunção, no Paraguai.
O presidente desempenhou um papel crucial no avanço do tratado Mercosul–UE, mas não conseguiu que ele fosse assinado em dezembro, em Foz do Iguaçu, quando o Brasil ocupava a presidência rotativa do bloco sul-americano.
— Foi ele (Lula) quem fez todo o trabalho. Sua liderança e a sua perseverança foram fundamentais para um acordo que há 25 anos é trabalhado, mas nunca saía — disse nesta quinta-feira (15) seu vice-presidente, Geraldo Alckmin, em entrevista a uma emissora local.
O Mercosul e a União Europeia representam juntos 30% do PIB mundial e reúnem mais de 700 milhões de consumidores, embora a assinatura iminente seja contestada por agricultores e pecuaristas europeus, que se mobilizam em protestos contra o pacto.




