
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido para a Papudinha na tarde desta quinta-feira (15) após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Antes, o ex-presidente estava detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Bolsonaro está em uma sala do batalhão, que está localizado Complexo Penitenciário da Papuda, por isso é conhecido como Papudinha. A cela do ex-presidente é igual à do ex-ministro Anderson Torres, também condenado por trama golpista.
Cuidados com a saúde
Na decisão que ordenou a transferência de Bolsonaro, Moraes determinou que Bolsonaro tenha a saúde avaliada por junta médica oficial, composta por médicos da Polícia Federal. Os exames devem indicar se há necessidade de transferência para o hospital penitenciário. O laudo deverá ser apresentado em um prazo de 10 dias
No despacho, o ministro também ordenou que o ex-presidente tenha "assistência integral, nas 24 (vinte e quatro) horas, dos médicos particulares anteriormente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia".
A decisão autoriza, ainda, o deslocamento imediato do ex-presidente para os hospitais em caso de urgência, com a obrigação de comunicação ao STF no prazo máximo de 24 horas da ocorrência.
Além disso, Bolsonaro tem permissão para fazer sessões de fisioterapia nos horários e dias da semana indicados pelos médicos, com prévio cadastramento do fisioterapeuta e comunicação ao STF.
Visitas
No documento, Moraes ainda concede permissão "excepcionalmente" para as visitas nesta quinta-feira (15) da esposa de Bolsonaro, Michelle, dos filhos Carlos, Flávio, Jair Renan e Laura Bolsonaro, além da enteada Marianna Silva. Os familiares deverão dividir o período de três horas para encontrar o político.
Veja como é a Papudinha
Leia a íntegra da decisão
Bolsonaro cumpre pena por trama golpista
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em setembro do ano passado por golpe de Estado, abolição do Estado de direito, organização criminosa, dano qualificado e deterioração do patrimônio. Ele foi julgado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.
Além da prisão, Moraes ainda aplicou pena de 124 dias-multa de dois salários mínimos contra Bolsonaro, somando R$ 376 mil. O STF ainda decretou a inelegibilidade de Bolsonaro e dos demais condenados.




