
Uma operação contra um grupo criminoso suspeito de promover ataques virtuais a deputados federais que apoiam o PL Antiaborto foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (2). Dois mandados de busca e apreensão contra suspeitos foram cumpridos em São Paulo (SP) e Curitiba (PR).
Segundo a PF, investigações identificaram que diversos sites de deputados federais foram alvo de ataques coordenados, resultando em instabilidade e períodos de indisponibilidade, afetando a comunicação institucional e a atuação legislativa.
A corporação não informou oficialmente quem foram os parlamentares afetados. De acordo com apuração da TV Globo, os deputados prejudicados são Bia Kicis (PL-DF), Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Paulo Bilynskyj (PL-SP).
Na época da discussão do projeto, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Júlia Zanatta (PL-SC) e Greyce Elias (Avante-MG) também relataram terem tido os seus perfis online invadidos, assim como o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
PL Antiaborto
Com a urgência do projeto aprovada em novembro de 2024 pela Câmara dos Deputados, a lei prevê equiparar o aborto após a 22ª semana a homicídio. Além disso, o texto aumenta a pena de 10 para 20 anos para quem realizar o procedimento.
A pressão popular gerada pela aprovação da urgência levou o então presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), a suspender a votação em plenário. Ele anunciou que o projeto seria debatido em uma comissão criada especificamente sobre o tema, mas que nunca foi instalada.
O atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não deu prosseguimento às discussões sobre o texto. Uma das críticas ao projeto é que ele teve o requerimento de urgência aprovado em votação relâmpago e não houve espaço para tramitação convencional, que prevê debates nas comissões temáticas da Casa.
