
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (19), uma operação para apurar suspeitas de desvios na cota parlamentar. Os alvos seriam os parlamentares Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, Carlos Jordy e assessores, suspeitos da prática. Ambos deputados foram eleitos pelo Rio de Janeiro.
São apurados crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
No flat de Sóstenes, em Brasília, a PF encontrou R$ 430 mil em espécie. O dinheiro foi apreendido e terá a origem apurada.
Sóstenes Cavalcante

Sóstenes tem 50 anos e é natural de Maceió, em Alagoas. Ele é formado em Teologia pela Faculdade de Ciências, Educação e Teologia do Norte do Brasil (Faceten) e pastor licenciado da Assembleia de Deus, igreja liderada por Silas Malafaia.
Ele está em seu terceiro mandato na Câmara e presidiu a Frente Parlamentar Evangélica, conhecida como a Bancada da Bíblia, em 2022.
Nesse período, se posicionou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, da Reforma Trabalhista e da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do teto dos gastos públicos.

Carlos Jordy
Jordy tem 43 anos e é natural de Niterói, no Rio de Janeiro. Ele é formado em Turismo e Hotelaria na Universidade do Vale do Itajaí.
Ele está em seu segundo mandato na Câmara. Antes, Jordy foi vereador de Niterói entre 2017 e 2019.
O parlamentar concorreu à prefeitura de Niterói no ano passado, mas foi derrotado por Rodrigo Neves (PDT-RJ), eleito para seu terceiro mandato.
Operação Galho Fraco
Batizada de Galho Fraco, a operação é um desdobramento de investigação iniciada no fim do ano passado para apurar repasses da cota parlamentar a uma locadora de veículos. A suspeita da apuração é que essa locadora foi criada apenas para emitir notas fiscais fictícias com o objetivo de desviar recursos da Câmara.
Na primeira operação, a PF mirou assessores dos parlamentares e levantou informações sobre esses contratos. Com o aprofundamento, essa nova ação mirou diretamente os dois deputados.
O que dizem os deputados
Sem responder à imprensa, o deputado Carlos Jordy publicou em um stories no Instagram um breve vídeo, afirmando que é vítima de perseguição, e que a empresa citada é usada por eles desde o início do mandato.
Sóstenes ainda não se manifestou sobre a operação.




