
O deputado Diego Garcia (PL-SP), relator do processo contra a deputada Carla Zambelli (PL-SP) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, apresentou parecer contrário à cassação do mandato da parlamentar. Presa na Itália, ela foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por comandar uma invasão nos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
No entanto, Garcia argumenta que não encontrou evidência de que Zambelli tenha ordenado o ataque ao CNJ. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (2), ele destacou que identificou apenas "suspeitas":
— Eu analisei toda a ação e todos os documentos no qual tive acesso e o que encontrei foram suspeitas, mas não há certeza de que a deputada tenha ordenado as invasões — declarou.
O parecer será analisado pela CCJ, que pode aceitar ou rejeitar o texto. Depois, segue para o plenário da Câmara dos Deputados. Para que Zambelli tenha o mandato cassado, o texto deve receber, no mínimo, 257 votos.
A condenação previa ainda a perda de mandato da parlamentar, sem que fosse necessário uma deliberação na Câmara. Porém, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu enviar o caso para a análise dos deputados.
Condenação e fuga
Zambelli fugiu para a Europa após ser condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o auxílio do hacker Walter Delgatti Neto.
Já presa, ela foi condenada pela segunda vez, por porte ilegal de arma de fogo no fatídico episódio de perseguição contra um homem na véspera das eleições de 2022. Na Câmara, o processo de cassação de seu mandato parlamentar segue em fase de instrução processual.


