
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, de forma unânime, pela cassação do mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). O julgamento ocorreu nesta sexta-feira (12), em plenário virtual.
Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes foi o primeiro a votar. O magistrado determinou a cassação do imediata do mandato da parlamentar na quinta-feira (11), um dia após o plenário da Câmara dos Deputados recusar a ação. No despacho, Moraes também ordena estabelece o prazo de 48 horas para que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), emposse o suplente da parlamentar.
Os ministro Cristiano Zanin e Flávio Dino acompanharam o voto de Moraes pela cassação do mandato de Zambeli. No início da tarde, a Primeira Turma já havia formado maioria no julgamento.
A última a votar foi Cármen Lúcia, que registrou seu voto. Ela também acompanhou Moraes, o que formou unanimidade pela cassação do mandato de Zambelli.
Deputada foi condenada em dois processos
Também por unanimidade, em maio, o STF condenou Zambelli a 10 anos de prisão por comandar uma invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a sentença também prevê a perda de mandato.
Passados dois meses, o STF julgou novos crimes da deputada e a condenou a cinco anos e três meses de prisão e perda do mandato por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal no episódio em que perseguiu um homem negro com arma em punho na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
A deputada está presa na Itália desde julho.
Quem será o substituto de Zambelli

"Bolsonarista de direita, conservador, patriota, amigo de Bolsonaro, Michele Bolsonaro e Nikolas Ferreira". Assim o deputado federal Adilson Barroso (PL-SP) se define nas redes sociais.
Com a decisão do Supremo Tribunal Federal, ele deverá herdar a vaga deixada por Zambelli na Câmara dos Deputados. Barroso migrou para o PL nas eleições de 2022, após ser expulso da presidência do Patriota – legenda para a qual tentou levar Jair Bolsonaro.



