
Em sessão na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (9), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação dos seis réus do núcleo 2 da trama golpista pelos crimes de abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
De acordo com a PGR, comprovou-se que o grupo tentou interferir diretamente no resultado das eleições. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou ainda que há elementos que confirmam a existência do crime.
A denúncia aponta que o núcleo 2 da trama golpista foi o motor operacional da tentativa de golpe de Estado, responsáveis por quatro eixos centrais:
- Bloqueio eleitoral e policial: uso da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar o voto de eleitores em áreas onde Jair Bolsonaro foi derrotado no primeiro turno
- Minuta golpista: elaboração e defesa ativa de um decreto que visava instaurar medidas de exceção, formalizando a ruptura democrática
- Monitoramento e planejamento de violência: ações de vigilância contra autoridades públicas e a criação de planos que envolviam a morte de líderes políticos e ministros do STF
- Interlocução com a base: conexão direta com os líderes e organizadores dos acampamentos e dos atos de 8 de janeiro de 2023
Os réus
- Fernando de Sousa Oliveira, delegado da Polícia Federal e ex-secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal
- Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva e ex-assessor de Jair Bolsonaro
- Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor especial de Assuntos Internacionais de Bolsonaro
- Marília Ferreira de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça na gestão de Anderson Torres
- Mário Fernandes, general da reserva, ex-secretário-geral da Presidência e aliado próximo de Bolsonaro
- Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal



