
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a realizar exames médicos na Superintendência da Polícia Federal (PF) no Distrito Federal, onde ele está preso.
A autorização atende a um pedido apresentado pela defesa na última quinta-feira (11), para permitir que o médico Bruno Luís Barbosa Cherulli entre nas dependências da PF com equipamento portátil de ultrassom realizar exames de ultrassonografia das regiões inguinais, as virilhas direita e esquerda.
Em sua decisão, publicada neste sábado (13), Moraes ressaltou que, conforme determinado em decisões anteriores, as visitas dos médicos de Bolsonaro não necessitam de prévia comunicação.
Perícia
Também na última quinta, Moraes determinou a realização de perícia médica para avaliar as condições de saúde de Jair Bolsonaro. O ministro observou que, desde a prisão, em 22 de novembro, não houve registros de emergências com a saúde do ex-presidente.
Dias antes, na terça-feira (9), a defesa de Bolsonaro encaminhou ao STF um pedido para que o ex-presidente seja liberado a ir ao hospital fazer uma cirurgia e que ele cumpra o restante da pena em prisão domiciliar humanitária. No documento, a defesa cita que o ex-presidente apresenta quadro clínico de "excepcional gravidade".
Prisão
Em novembro, Bolsonaro foi preso preventivamente. Na decisão, o ministro do STF Alexandre de Moraes citou o rompimento da tornozeleira eletrônica do político como tentativa iminente de fuga, o que motivou a prisão do ex-presidente.
Três dias depois, Moraes decretou o trânsito em julgado do processo da trama golpista (núcleo crucial), determinando a execução da pena de 27 anos e três meses de prisão.



