
A Justiça Federal de Minas Gerais determinou que a União suspenda servidores, veículos oficiais, motoristas e assessores de Jair Bolsonaro, enquanto o ex-presidente estiver preso. O prazo para o cumprimento da decisão é de 48 horas.
A decisão foi publicada nesta segunda-feira (10). O pedido foi feito pelo vereador Pedro Rousseff (PT) — sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff. Ele argumenta que Bolsonaro teria gastado cerca de R$ 521 mil com equipe no primeiro semestre deste ano.
Para Rousseff, o gasto é "inútil e incompatível com a condição de preso”.
"A estrutura atualmente mantida pela União não acrescenta proteção existencial relevante ao réu, já sob custódia do Estado, mas consome recursos públicos para preservar um estatuto simbólico de ex-Chefe de Estado, justamente no momento em que o ordenamento expressamente lhe retira direitos relevantes", argumenta o juiz na decisão. As informações são da CNN Brasil.
Contudo, mesmo preso, Jair Bolsonaro segue com direito a salários, aposentadorias e, até então, equipe profissional e carros oficiais, por ser ex-chefe de Estado. Os benefícios são vitalícios.



