
Em declaração à imprensa após visitar o pai, Jair Bolsonaro, preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília (DF), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a sua pré-candidatura à Presidência da República é irreversível e que não deve voltar atrás. O parlamentar afirmou ter conversado com o pai sobre a repercussão do anúncio, feito na última sexta-feira (5).
— Falei que essa candidatura é irreversível, não vamos voltar atrás, vamos seguir em frente e, a partir de agora, conversaremos com as pessoas, para ter as pessoas certas do nosso lado — afirmou Flávio.
Questionado por jornalistas sobre a declaração de que teria "um preço" para retirar a pré-candidatura, o senador afirmou que se referiu a uma possível anistia a Bolsonaro, que está inelegível até 2060 em razão da condenação por tentativa de golpe de Estado, para que ele pudesse concorrer nas eleições do próximo ano.
— O meu preço é o Bolsonaro livre e nas urnas. Ou seja, não tem preço. Essa é a conclusão. Vamos explicar porque parece que eu estou me colocando à venda e não é isso — explicou.
Busca por apoio
Três dias após anunciar o plano de concorrer à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reuniu lideranças do centrão e da direita em sua casa na segunda-feira (8) para pedir apoio à sua pré-candidatura, mas o encontro terminou sem uma definição.
Os presidentes do União Brasil, Antônio Rueda, e do Progressistas, Ciro Nogueira, passaram quase três horas na mansão de Flávio, em Brasília. Eles teriam se comprometido a levar a questão aos seus partidos. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o PL tentará atrair o apoio de partidos de centro para uma candidatura do parlamentar à Presidência.



