
O ex-deputado estadual Ruy Irigaray foi condenado por improbidade administrativa pela Vara Estadual de Improbidade do Tribunal de Justiça. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (1º).
Segundo a sentença, o Irigaray usou servidores comissionados do gabinete para realizar reformas e serviços particulares no imóvel da sogra, além de ter utilizado diárias públicas para justificar viagem de caráter pessoal. Os atos teriam sido praticados, conforme a denúncia, entre 2019 e 2020.
Entre as sanções impostas, estão:
- suspensão dos direitos políticos por 14 anos
- multa civil
- devolução de valores
- proibição de contratar com o poder público
Irigaray pode recorrer da decisão, proferida em primeira instância.
Segundo a denúncia do Ministério Público (MP) e as provas analisadas pelo Judiciário, assessores pagos pela Assembleia Legislativa executavam tarefas como limpeza, manutenção, troca de pisos e reformas no imóvel utilizado pelo parlamentar durante a pandemia. A Justiça também considerou irregular a criação de uma agenda oficial fictícia para justificar o recebimento de diárias em uma viagem ao interior do Estado.
Entenda o caso
O deputado havia sido eleito em 2018 pelo PSL (partido extinto após a fusão com o Democratas, formando o União Brasil). Entre 2019 e 2020, o então deputado estadual foi secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do RS.
As denúncias surgiram em 2021, quando uma reportagem da RBS TV revelou a denúncia de uma ex-assessora do parlamentar. Ela acusava Irigaray de usar sua residência como uma espécie de gabinete paralelo.
Em março de 2022, a Assembleia Legislativa decidiu pela cassação do mandato de Irigaray, após processo ético que concluiu pelo desvio de função dos servidores.
Desde então, o ex-deputado tentou interromper o processo no Judiciário, mas teve todos os pedidos negados. Com a decisão judicial, ele permanece inelegível.
Contraponto
Procurado por Zero Hora, Ruy Irigaray disse que não está ciente da decisão judicial e que vai se inteirar dos fatos. O ex-deputado afirmou que deve se manifestar nesta terça-feira (2).




