
O Banco Central confirmou, nesta terça-feira (23), que manteve reuniões com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A autarquia afirmou, em nota, que os encontros ocorreram para "tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky".
O comunicado não detalha quais membros do Banco Central se encontraram com o ministro.
A declaração foi divulgada após informações do jornal O Globo apontarem que o ministro teria pressionado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e a instituição a aprovarem uma solução para o Banco Master, liquidado pela autoridade monetária em 18 de novembro.
O comunicado do BC não menciona o caso.
Moraes foi sancionado pelos Estados Unidos com a Magnitsky em julho, mas a medida foi revogada por Donald Trump no dia 12 de dezembro.
O que diz Moraes
Também nesta terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes divulgou nota sobre a reunião com membros do Banco Central. Assim como a instituição, ele também afirmou que o encontro foi para tratar da Lei Magnitsky.
Moraes foi sancionado pelos Estados Unidos com a Magnitsky em julho, mas a medida foi revogada por Donald Trump no dia 12 de dezembro.
Notas na íntegra
O que diz o STF
"O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que, em virtude da aplicação da Lei Magnitsky, recebeu para reuniões o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o Presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú. Além disso, participou de reunião conjunta com os Presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeira, da FEBRABAN, do BTG e os vice-presidentes do Santander e Itaú. Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito."
O que diz o Banco Central
"O Banco Central confirma que manteve reuniões com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky."





