
Uma operação contra irregularidades na distribuição de verbas emendas parlamentares está sendo realizada nesta sexta-feira (12) pela Polícia Federal. Um dos alvos é Mariângela Fialek, assessora indicada pelo deputado federal Arthur Lira (PP-AL). O parlamentar não é alvo da ação.
Mariângela foi responsável pelo setor de indicação de emendas parlamentares do gabinete do deputado alagoano. Conhecida como Tuca, ela atualmente está lotada no gabinete da liderança do PP na Câmara, partido de Lira, com salário de R$ 23.732,92. Policiais fizeram buscas na sala da servidora na Câmara e em sua residência.
Segundo o Estadão, a investigação teve início a partir de um depoimento prestado pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que acusou Lira de direcionar o orçamento secreto.
Conforme O Globo, Mariângela era quem operava a distribuição e liberação de emendas parlamentares no período em que o deputado presidiu a Casa (de 2021 a 2025). Experiente, atua há quase duas décadas em funções de assessoramento legislativo, e é conhecida por parlamentares principalmente por sua atuação na época em que ainda havia o orçamento secreto.
O mecanismo, que possibilitava a indicação de emendas sem a identificação do parlamentar responsável, foi proibido pelo STF em 2022. Na ocasião, Lira era um dos principais controladores dos recursos, que eram incluídos no orçamento da União por meio das chamadas emendas de relator. Era Tuca quem ele mandava procurar para atender aos pedidos de aliados por verba durante a gestão de Lira na presidência na Câmara, além da função de coordenar a liberação de recursos.
Denominada Operação Transparência, a ordem com os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Os crimes investigados são peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção.
Mariângela e Lira não se manifestaram até a publicação desta notícia.




