
Paulo Gonet seguirá à frente da Procuradoria-Geral da República pelos próximos dois anos. Sua recondução ao cargo foi aprovada no plenário do Senado Federal na tarde desta quarta-feira (12).
Indicado ao cargo em 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gonet recebeu 45 votos favoráveis e 26 contrários para seguir como procurador-geral da República.
Antes, a recondução já havia sido aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado com 17 votos à favor e 10 contra. Na sabatina, Gonet afirmou que não favoreceu interesses políticos durante sua atuação como procurador-geral da República.
— As tintas da Procuradoria são lançadas nos papéis encaminhados às instâncias corretas. Essas tintas não têm cores de bandeiras partidárias. São resultado da avaliação mais ampla e mais detida possível, feita da forma mais sóbria, conscienciosa e respeitosa com todos os envolvidos — afirmou na sabatina.
Quem é Paulo Gonet
Paulo Gonet é um homem de perfil discreto, um constitucionalista tido por seu pares como conservador, religioso, ponderado e conciliador.
Ex-integrante da equipe de Raquel Dodge, é católico fervoroso e adepto da ordem Opus Dei. Além da religiosidade, tem como marcas o equilíbrio e habilidade conciliadora.
Gonet faz parte do Ministério Público Federal (MPF) desde 1987 e foi parceiro do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).
Colegas de trabalho de Gonet o descrevem como um homem com "sentido de família, educado e reservado". Embora tido como conservador — em especial diante de pautas de costumes, em razão da religiosidade —, é sensível a questões sociais, ambientais e de direitos humanos, "consciente de seu papel como operador de direito".
Amigos dizem que ele gosta de caminhar e brincam que é um "glutão", ou seja, aprecia uma boa comida.




