
O general Braga Netto começou a cumprir pena pela condenação no processo da trama golpista, nesta terça-feira (25), após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O condenado do núcleo 1 do processo está preso desde dezembro de 2024, sob acusação de obstruir investigação. O general deverá seguir recolhido na 1ª Divisão do Exército, Vila Militar, no Rio de Janeiro.
O ex-ministro e candidato a vice do ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 26 anos de prisão em regime fechado.
Condenado pela trama golpista
- Detalhamento: 24 anos de reclusão e dois anos de detenção
- Multa: R$ 151.800
Preso desde 2024
General da reserva e candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022, o oficial está preso desde dezembro de 2024 sob a acusação de obstruir a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado no país para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante as investigações, a Polícia Federal identificou que o general, réu por ser um dos principais articuladores do plano golpista, tentou obter dados sigilosos da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
O que diz a defesa
O advogado José Luis Oliveira disse que a defesa recebeu com indignação a decisão que executou as penas. Oliveira reiterou que a condenação do general é "absolutamente injusta e contrária à prova dos autos".
"Infelizmente, vemos que o processo está terminando como começou: com a violação sistemática ao direito de defesa. Seguiremos tomando todas as medidas cabíveis para defender os direitos do general Braga Netto, inclusive perante as cortes internacionais", afirmou a defesa.



