
A Polícia Federal concluiu a perícia que analisou a tornozeleira eletrônica usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento confirma a tentativa de abrir o equipamento com uma fonte de calor e a presença de ferro na parte queimada. O laudo foi concluído nesta segunda-feira (24).
A perícia corrobora com o relatório elaborado pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (SEAPE-DF) e com o depoimento de Bolsonaro, que afirmou ter tentado abrir a tornozeleira usando um ferro de solda, de acordo com O Globo.
A violação do aparelho foi um dos principais argumentos usados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para decretar a prisão preventiva de Bolsonaro no último sábado (22) e, também, em seu voto para manter a decisão, no julgamento realizado nesta segunda-feira (24).
Na perícia, foram utilizada técnicas de registro fotográfico, análise microscópica exame de microfluorescência de raios X e teste comparativos com uma tornozeleira sem avarias.
Um novo teste está em andamento para analisar se houve danos ao circuito eletrônico da tornozeleira. O trabalho é realizado pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal (INC), que fica ao lado da Superintendência da PF, onde o ex-presidente está preso.



