
O ex-ministro do Trabalho e da Previdência Onyx Lorenzoni falou ao Timeline, da Rádio Gaúcha, na manhã desta sexta-feira (14). Ele voltou a negar que teve qualquer conhecimento sobre os descontos irregulares de aposentados e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) durante seu período à frente da pasta.
O político também afirmou que o órgão é autônomo, sem influência do ministério:
— O INSS é um órgão autônomo, não passa nem perto do gabinete do ministro — disse.
No dia 6 de novembro, o político prestou depoimento na CPI do INSS, na condição de testemunha, pois de acordo com a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), as fraudes em descontos teriam começado em 2019. Lorenzoni foi ministro do Trabalho e Previdência entre 2021 e 2022.
Segundo Lorenzoni, o governo de Jair Bolsonaro tomou medidas antifraudes desde o primeiro dia e negou que o número tenha aumentado durante o mandato do ex-presidente:
— Isso é uma narração, isso é uma ficção — afirmou no Timeline, nesta sexta.
Eduardo Bolsonaro e eleições de 2026
Questionado sobre a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro, o ex-ministro fez críticas sobre a atuação dele durante o tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros, mas também elogiou sua carreira, e o classificou como o político brasileiro "mais conhecido no planeta":
— Na questão do tarifaço, acho que foi um equívoco, mas eu quero dizer uma coisa: Eduardo é um dos políticos com o maior futuro no Brasil, ele está num processo de amadurecimento extraordinário e hoje, internacionalmente, ele é o político brasileiro mais conhecido no planeta — afirma.
Sobre as eleições de 2026, Lorenzoni disse que ainda não há definido um nome para representar a direita na campanha para a presidência da República:
— Temos que dar um passo atrás. Juntar todo mundo e se entender. Conversar com o ex-presidente Bolsonaro, ouvir a opinião dele e aí todos juntos tomarmos uma decisão. O Brasil é mais importante que a vaidade de cada um de nós — explicou.



