
O ex-deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Paulo Frateschi, morreu esfaqueado nesta quinta-feira (6), em São Paulo (SP). O filho dele, Francisco Frateschi, teria desferido os golpes durante um desentendimento familiar.
Segundo o jornal O Globo, Paulo teria sido atingido por facadas na cabeça e nos braços. Ele foi socorrido e encaminhado para atendimento hospitalar, mas não resistiu.
A esposa dele, Yolanda Maux Viana, também sofreu ferimentos ao tentar apartar a briga. Ela teve uma fratura no braço e foi atendida por médicos.
Ainda segundo O Globo, testemunhas afirmaram que o desentendimento aconteceu dentro da residência da família, no bairro da Lapa, na zona oeste de São Paulo.
De acordo com o portal g1, no local, os policiais informaram ter encontrado um homem em surto que havia agredido o próprio pai.
Até o momento, não há detalhes sobre a motivação para a briga. O filho foi preso.
Ainda conforme o g1, o PT manifestou solidariedade a família, amigos e a quem acompanhou a caminhada de Paulo.
"Durante toda a sua trajetória, nosso companheiro demonstrou coragem, integridade e compromisso com o PT e pela busca de um país mais justo. Paulo Frateschi deixa um legado, marcado pela luta pela justiça e pela inclusão. Ele permanecerá vivo em nossos corações e nas ações que ele ajudou a inspirar", afirmou também.
Quem foi Paulo Frateschi
Ex-deputado estadual e um dos fundadores do PT, Paulo Frateschi já havia passado por duas tragédias familiares. Em 2002, perdeu um filho de sete anos, em um acidente em uma rodovia de Guararema (SP). No ano seguinte, o filho de 16 anos também morreu em um acidente de carro na rodovia Rio-Santos.
Paulo Frateschi foi presidente estadual do PT e era amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a ditadura militar, foi preso e torturado. A trajetória dele foi marcada por militância política e defesa da democracia.
No governo, foi secretário de Relações Governamentais na gestão da prefeita Marta Suplicy, entre 2001 e 2004.


